domingo , 28 novembro 2021
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Polícia indicia suspeito de matar vigilante de Ministério em BH

A Polícia Civil indiciou o porteiro suspeito de matar a vigilante do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em Belo Horizonte, no fim de setembro. José Martins Dutra, de 44 anos, deve responder por homicídio duplamente qualificado.

Maria Rita Pereira da Silva, de 46 anos, foi morta na sede do ministério em Belo Horizonte, na manhã do dia 29 de setembro. No mesmo dia, o delegado Frederico Abelha esclareceu, durante entrevista coletiva, que a hipótese inicial era a de que um desentendimento entre os vigias e os porteiros do órgão teria gerado o atrito.

“A motivação preliminar é que eles vinham tendo discussões em grupos de WhatsApp e, de maneira individual, um contra o outro, entre os vigilantes e os porteiros, chegando então a impedir a entrada deste porteiro nesta sala.”

O suspeito teria chegado ao local de trabalho uma hora mais cedo e esperado Maria Rita entrar na sala dos vigias. Os dois discutiram, já que Dutra não poderia estar lá. Em determinado momento, ele tomou a arma da mão de Maria Rita e fez os disparos. O suspeito foi preso horas depois na rodoviária de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, e confessou o crime.

De acordo com a Polícia Civil, o inquérito, com o indiciamento por homicídio duplamente qualificado, foi concluído no dia 8 de outubro e enviado para a Justiça, que aguarda manifestação do Ministério Público. Se condenado, o suspeito pode pegar, pelo menos, 12 anos de prisão, de acordo com o Código Penal.

A reportagem tenta contato com a defesa de José Martins Dutra. O R7 também entrou em contato com o Ministério Público e com a Justiça para saber mais detalhes sobre os próximos passos do processo e aguarda retorno.

Condenação

José Martins Dutra já foi condenado a mais de 6 anos de prisão por outro homicídio, que teria sido motivado por uma dívida de R$ 150. Segundo a Justiça, ele teria assassinado Ademir Ferreira Costa em fevereiro de 2003.

Dutra só foi julgado quase dez anos depois, em novembro de 2012. Ele foi condenado a 6 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado, mas foi beneficiado por um recurso no STJ (Supremo Tribunal de Justiça) e não cumpriu nenhuma parte da pena.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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