domingo , 28 novembro 2021
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Maioria das pequenas indústrias investirá mais em sustentabilidade

A maioria das indústrias de pequeno porte (55%) vai investir mais nos próximos dois anos na implementação de ações sustentáveis. A informação faz parte da pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) com o Instituto FSB, divulgada nesta terça-feira (16). A estratégia está alinhada às propostas levadas pela CNI a Glasgow, na Escócia, durante a COP26, para a transição de uma economia de baixo carbono.

Para outras 37%, os recursos devem ficar no mesmo patamar dos atuais e apenas 4% afirmaram que eles devem ser reduzidos. Mesmo em meio à pandemia e à crise econômica, 20% dos pequenos negócios industriais aumentaram o investimento nesse tipo de ação.

No panorama atual, os dados mostram que, em alguns quesitos, as indústrias de pequeno porte estão avançadas. Ações para evitar o desperdício de energia e água já são adotadas em 90% e 89% das empresas desse porte, respectivamente. A gestão de resíduos sólidos é uma realidade em 85% dos negócios.

Três em cada quatro executivos afirmam que o setor industrial, considerando o ambiente de negócios no Brasil hoje em dia, enxerga o tema sustentabilidade como uma oportunidade. Para quase um terço, a agenda de sustentabilidade envolve mais oportunidades do que riscos. Apenas 22% afirmaram que há mais riscos que oportunidades ou só riscos.

“Não há mais espaço para a falsa divergência entre desenvolvimento e conservação do meio ambiente. Os dados revelam que as indústrias de pequeno porte estão atentas à importância da implementação de ações concretas de sustentabilidade em seus processos produtivos. Na COP26 pudemos ver exemplos do setor produtivo brasileiro alinhados com as melhores práticas globais. Em alguns quesitos como a matriz energética e em alguns pontos da economia circular, somos um exemplo a ser seguido”, comentou o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

Ele lembra que, além das iniciativas empresariais, enquanto a participação de fontes renováveis na matriz elétrica dos países da OCDE está entre 18% e 27%, no Brasil ela representa 83%.

Quando os executivos foram questionados sobre qual deveria ser a prioridade do governo, os itens que mais apareceram espontaneamente foram o financiamento de ações sustentáveis e a conscientização da sociedade, com 16% das respostas cada um dos itens. Para 71% dos representantes das pequenas indústrias do Brasil, cabe ao poder público, além de controlar, estimular as empresas a seguir as regras ambientais.

Os dois principais motivos que levam indústrias de pequeno porte a investir em sustentabilidade são a reputação na sociedade e entre os consumidores (40%) e o atendimento às exigências regulatórias com o mesmo percentual. A redução de custos, com 36%, e o aumento da competitividade, com 34%, completam a lista de itens que mais estimulam os empresários a adotar a agenda sustentável. Do outro lado, a falta de cultura voltada para o tema (46%) e a falta de incentivos do governo (45%) são apontados como os principais entraves.

O Instituto FB Pesquisa entrevistou, por telefone, executivos de 500 empresas industriais de pequeno porte, compondo amostra proporcional em relação ao quantitativo total de empresas industriais desse porte em todos os estados. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 27 de outubro de 2021. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%.

Fonte: R7

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