sábado , 23 outubro 2021
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Avenida na zona sul de São Paulo é liberada após manhã de protestos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A avenida Belmira Marin, no Grajaú (zona sul da cidade de São Paulo), bloqueada durante a manhã desta quinta-feira (15), como reflexo da greve dos trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foi liberada por volta das 13h10.

A manifestação de usuários da CPTM , que fechou parte da avenida por causa da paralisação da estação Grajaú, aos poucos se dispersou pacificamente, após policiais militares negociarem com passageiros que protestavam contra a greve e contra preço da tarifa, impedindo, inclusive, a circulação de ônibus no terminal local.

Trabalhadores da CPTM iniciaram uma greve a 0h desta quinta. A paralisação ocorre nas linhas 7-rubi, 8-diamante, 9-esmeralda, 10-turquesa e em parte da linha 13-jade. Cerca de 3 milhões de passageiros foram prejudicados.

A aglomeração, que chegou a ter mais de 200 pessoas, aos poucos foi diminuindo, permitindo que mais de 30 ônibus que formaram uma fila, conseguissem sair.

Porém, após isso, por volta das 11h50, um grupo de dez manifestantes foi até a saída do terminal Grajaú, pela rua Giovanni Bonoccini, bloqueando a saída dos veículos e interditando completamente o local.

Até aquele momento, ônibus que seguiam sentido bairro circulavam pelo terminal com maior intervalo entre os veículos.

A PM acompanhou os manifestantes, que por volta das 12h20 tentaram impedir a saída do carro de um prestador de serviço. Eles chegaram a bater com as mãos do capô do veículo, conforme testemunhado pela reportagem.

Policiais conseguiram liberar a saída de dois carros, com funcionários do terminal que haviam terminado o expediente.

Por causa do bloqueio, uma mensagem sonora informava passageiros que as 23 linhas de ônibus que partem ou chegam ao terminal estavam inoperantes.

O major Cherut afirmou que a negociação da PM foi feita “para garantir a ordem, de forma pacífica.”

Um batalhão de choque, que acompanhou toda a manifestação a distância, se retirou da região assim que os ônibus começaram a circular.

Com o semblante cansado, o manobrista Fábio Pereira Silva, 40 anos, desistiu de ir trabalhar em Osasco (Grande SP).

Ele chegou no terminal do Grajaú por volta das 9h. Ao encontrar a esposa, a tosadora Luana Timóteo de Lima, 37, por volta das 10h20, que também pretendia ir trabalhar, ele se mostrou preocupado. “Pensei que ia atrasar, mas começou a demorar tanto que percebi que ia perder o dia de serviço”, afirmou.

Pelo fato de nenhuma linha estar em funcionamento, ele e a mulher voltaram a pé para casa, na região do Grajaú, pouco antes das 13h. A caminhada, segundo o casal, iria durar ao menos 40 minutos.

“As pessoas que bloquearam os ônibus prejudicaram todos que poderiam usar as linhas do terminal como segundo plano [para a falta de trens] para ir trabalhar, como eu e meu marido”, afirmou a tosadora.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmou que a avenida Belmira Marin chegou a registrar 2 km de congestionamento, entre as 7h e 8h30, mesmo período em que a avenida Senador Teotônio Vilela registrou 5 km de tráfego travado.

“Agentes de trânsito foram deslocados para reforçar a rota e operacionalizar os principais cruzamentos da região”, diz a companhia em nota.

Por causa da manifestação, foram feitos desvios pela rua Acáccio Fontoura e pela avenida Professor Oscar Barreto Filho.

Greve Por meio de uma nota conjunta, os sindicatos que representam a categoria afirmam que a companhia não aceitou uma proposta feita pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em uma audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (14) para que os salários dos trabalhadores fossem reajustados em 6,22%.

Uma reunião está marcada para às 15h desta quinta para decidir se a greve continua.

A CPTM afirmou em nota que os grevistas paralisaram em 100% as operações nas linhas 9 e 10, descumprindo determinação judicial.

“A companhia tem uma decisão da Justiça do Trabalho que determina a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 100 mil”, informou, em nota.

Em nota, a SPTrans (que administra o transporte de ônibus na capital) afirmou que até por volta das 7h não recebeu solicitação para acionamento do sistema Paese (plano de atendimento entre empresas em situação de emergência) para atender os passageiros. Disse ainda que acompanha a movimentação de passageiros nas linhas municipais e determinou as empresas de ônibus para que mantenham a operação da frota operacional em 100% ao longo do dia.

O presidente interino do Sindicato da Sorocabana, José Claudinei Messias, afirmou que a paralisação foi comunicada à CPTM no último dia 7. “Não foi informado de última hora, como estão afirmando a CPTM e a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos. Isso resulta da omissão deles, que prejudicam a população”, afirmou.

O sindicalista acrescentou que a entidade negociou por dois meses o reajuste, que não aconteceu, gerando a greve. “Isso uma falta de respeito com os ferroviários que não pararam de trabalhar na pandemia “

Fonte: Folha de SP

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