domingo , 19 setembro 2021
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Abertura da Paralimpíada exalta união das pessoas e dos povos

Paralimpíada de Tóquio teve início nesta terça-feira (24) com uma cerimônia na qual o protagonista foi uma mensagem. Que uniu os arcos olímpicos aos agitos paralímpicos, mostrando que o esporte é para todos.

Foi uma verdadeira confraternização, em que os paratletas desfilaram sorridentes e orgulhosos, levando, além da bandeira de cada um dos 183 países, o novo conceito da palavra deficiência: a de que ela não remete a um problema, mas sim a uma característica e ao direito de cada um desenvolver suas próprias qualidades.

A abertura, marcada por uma integração das forças da natureza com as humanas, buscou mostrar que, no paraporto, onde os atletas desfilaram, há espaço para o sonho se tornar real.

Durante a aparição dos atletas no estádio, as questões geopolíticas deram lugar a nobres sentimentos humanos, que, com a união e o acolhimento à igualdade de direitos, se subrepuseram às turbulências, guerras, desigualdades.

O Afeganistão, país que passou a ser dominado pelo regime sectário do Talibã, não enviou atletas, impedidos de deixar o país, devido à interdição dos aeroportos. Mas sua bandeira foi carregada e aplaudida pelos presentes. Em função da covid-19, não havia público no estádio Nacional de Tóquio, o mesmo que sediou a abertura da Olimpíada.

Também países como o Haiti e a Etiópia, o primeiro em crise política e cenário de desastre natural e o segundo em meio a uma guerra no Norte, enviaram atletas que participaram com um sorriso de esperança.

O Brasil, o 119º país a entrar, foi representado pelos atletas Petrúcio Ferreira (atletismo) e Evelyn Oliveira (bocha), além de outros dois componentes do Comitê Paralímmpico Brasileiro.

Com 260 atletas, delegação brasileira será a maior do país em Paralimpíadas realizadas fora do Brasil.PUBLICIDADE

No total, a Paralimpíada de Tóquio terá 4.403 atletas, superando os 4.328 da Rio 2016, e alcançando o recorde de participantes.

“Tenho a honra de receber vocês para a abertura dos Jogos Paralímpicos”, disse, na parte final, a governadora de Tóquio, Seiko Hashimoto, na presença do imperador Naruhito, do primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga e do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Andrew Parsons, brasileiro descendente de escoceses.

“O esporte tem o poder de mudar o mundo e seu futuro e essa é a nossa missão”, completou Seiko, após a performance de “A Pequena Monoasa”, na qual Yui Wago, de 13 anos, interpretou a história de uma menina que se sentiu com a possibilidade e o direito de voar.

Parsons encerrou seu discurso mostrando que, na verdade, os Jogos Paralímpicos são um instrumento de mudança, por meio da igualdade. “Diferença é uma força, não uma fraqueza”, observou, em defesa da oportunidade para todos.

E ressaltando aquela mensagem que uniu os arcos aos agitos em busca dos direitos humanos, do direito à saúde, à educação, à cultura e ao esporte para todas as pessoas, inclusive para o 1,2 bilhão (15% da população mundial) que possuem algum tipo de deficiência mais perceptível. Que, na verdade, é uma potencialidade.

Como um sopro, do vento que esteve presente em toda a cerimônia, para mostrar que ora ele está contra, ora a favor, o imperador Naruhito declarou aberto os Jogos Paralímpicos. O lema paralímpico é exatamente esse: Espírito em Movimento.

Então, vieram o hasteamento das bandeiras paralímpicas e do Japão e os juramentos de atletas, juízes e técnicos. Após a chama ser conduzida ao estádio, as atletas Yui Kamiji (tênis sobre cadeira de rodas) e Karin Morisaki (halterofilismo) e o atleta Shunsuke Uchida (bocha) acenderam a pira paralímpica.

A performance final, antes do acendimento da pira, incluiu o rock´n roll, dança e luzes e foi encerrada pela dançarina Kazuyo Morita em “A Dançarina do Sol”. A arte (interpretada por artistas com deficiência) se uniu ao esporte, para mostrar que a abertura, inclusive para valores como coragem, determinação e confiança em si, vale para todos os setores. E tem que ser para sempre.

Fonte: R7

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